
Misterioso, olhava para ela com sede de amor. Queria poder abraçá-la, beijá-la, fazer tudo aquilo que faziam quando estavam sozinhos naquele quarto de motel,mas não podia, não ali na frente de tanta gente.
Além disso ela estava com o esposo, qualquer aproximação mais íntima podia por tudo a perder e deixá-lo com um pé atrás.
Queria muito tê-la em seus braços, sentir o suor de seus lábios, a maciez de sua pele, tentava se controlar, mas quando lembrava de suas noites juntos, começava a suar e o desejo, voltava como um fantasma para lhe inquietar.
Tentava concentrar-se em outras coisas, olhava para outras mulheres tentando esquecê-la, mas nenhuma possuia a sua beleza corporea, pernas sedutoras, cabelos reluzentes, lábios carnudos, ombros que faziam curvas perfeitas deslizando por braços charmosos, sua silhueta era delicada como uma pétala e o seu perfume, esse era sedutor e hipnotizante.
Bebia copos e copos de Whisky para tirá-la dos seus pensamentos, mas quando lembrava que ela estava a poucos metros com um outro cara, a bebida parecia em vão.
Não suportou mais aquele ambiente e saiu desorientado da festa, entrou no carro rapidamente, respirava com dificuldade, desfez o complicado nó da gravata para permitir a entrada do ar. Pensou nela por alguns segundos, se irritou com isso, pegou a chave, deu a partida, engatou a marcha e saiu sem rumo.
Acelerava o carro exorbitalmente, os prédios passavam rapidamente pela vista, não via a rua a sua frente, só via a imagem espectral dela diante de seus olhos, se aproximava do sinal vermelho, mas não parecia que iria desacelerar e realmente não desacelerou, passou direto com uma velocidade ainda maior, no cruzamento não viu a Van que se aproximava quando se deu conta já era tarde demais.
O choque foi medonho e violento, o barulho foi avassalador, estilhaços de vidro se espalharam por toda parte. Pessoas gritavam desesperados. Ele deu uma boa olhada na imagem de sua amada antes de fechar seus olhos para sempre.


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